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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Como o radioamadorismo surgiu na minha vida?

Cena do filme Twister, onde Helen Hunt utiliza um transceptor
para comunicar-se com outros carros do combio.


Muitos de nós tem hobbies ou manias que adquirimos de forma tão natural que mal sabemos explicar de onde surgiram.

Refletindo sobre isso, coloquei-me a pensar nas origens de meus próprios hobbies e manias, chegando à conclusão de que não tenho explicação para muitos deles.

No caso do radioamadorismo, cheguei a uma pequena série de fatos que me influenciaram.

O gosto pela eletrônica sempre esteve presente e pode ser facilmente confirmado pelo caminho no qual guiei minha carreira de técnico e engenheiro eletrônico. Sem dúvida alguma, essa vocação teve sua parcela de culpa na minha atração pela radioemissão, mas não posso dizer que foi decisiva.

Analisando mais profundamente minhas memórias, encontrei no filme Twister a inegável origem da minha paixão pelo radioamadorismo. Estrelado por Helen Hunt e Bill Paxton em 1996, o filme mostrava a rotina de caçadores de tornados, que percorriam o território dos EUA em comboios e comunicando-se constantemente através de rádios instalados em suas viaturas. Curiosamente atribuo também a este filme uma outra paixão, os veículos 4x4!

Mas a materialização do hobby só veio a ocorrer dois anos depois, por influência do meu ex-professor e grande amigo Luis Geraldo Tona, que na ocasião era responsável pelo setor de comunicações da filial da Cruz Vermelha Brasileira da minha cidade, Barra Mansa-RJ, onde eu prestava serviços voluntários. O Tona sempre ia às nossas reuniões com seu Fuscão, onde havia um belo Cobra 148GTL ligado a uma extensa antena “maria-mole”, que fazia o carro parecer um carrinho de controle remoto. Ver esse rádio em funcionamento fez com que eu decidisse embarcar de vez naquele universo e bastaram alguns meses para que eu estivesse habilitado pela ANATEL para operar na Faixa do Cidadão através do indicativo PX1K1805, que mantenho até hoje!

Naquela época fui convidado, também pelo Tona a integrar-me ao GABAM - Grupo Amigos de Barra Mansa, um grupo de PX com finalidades filantrópicas. Foi uma época muito boa, onde fiz muitos amigos, muitos DXs e passei muitas noites pendurado no rádio, para desespero dos meus pais que não entendiam aquele comportamento. Mas o PX foi ficando cada vez mais popular, e essa popularização aliada à falta de fiscalização fez proliferar uma legião de “maucanudos", gíria utilizada para designar indivíduos mau caráteres que utilizam o rádio para fazer baderna e atrapalhar a comunicação daqueles que tentam operar de forma ética. Isso me afastou do rádio por muito tempo e só voltei a ter contato com um PX em 2007, quando comprei meu primeiro 4x4.

Durante seis longos anos reservei-me a utilizar um transceptor com a finalidade exclusiva de comunicar-me durante trilhas e viagens. Não satisfeito, em 2013 resolvi ampliar meus horizontes no radioamadorismo, quando passei a dedicar-me também à radio escuta em ondas curtas. Fiz muitos DXs e recebi Cartões QSL de diversas emissoras estrangeiras, até que um dia captei o QSO de radioamadores que operavam em SSB na faixa dos 10m. Daí a veio a decisão de retomar o hobby em outro patamar!

Minha intenção inicial era de ingressar diretamente na Classe B, comecei então a estudar CW, mas quando apareceu a primeira oportunidade de exame só estavam disponíveis as Classes A e C. Prestei os exames na Defesa Civil de Angra dos Reis-RJ e poucos dias depois já estava habilitado como radioamador Classe C!


O radiomadorismo é fascinante, pois tem inúmeras facetas e é extremamente dinâmico, uma vez que está em constante evolução. É um hobby bastante eclético, que acolhe desde o cidadão ávido por um simples bate-papo até o cientista que projeta seus próprios equipamentos, mas nunca transmitiu sequer uma palavra por voz! É por isso que não consigo largar esse vício...

Assita o filme Twister na integra pelo sistema de locação do YouTube:
http://youtu.be/V_zdf2EMETQ

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